Brasília - Das 33 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE, 21 tiveram aumento da taxa de inovação, com destaque para automóveis, camionetas, caminhões e ônibus (71,1%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (69,2%) e equipamentos de instrumentação médico-hospitalar (68%).
  Entre os novos produtos frutos da inovação estão Raio-X de coração, esquadrias que não enferrujam, cadeiras de rodas que conseguem deixar o paciente em posição vertical, tecidos que hidratam a pele e alimentos que já vêm com uma dosagem maior de nutrientes indicados para o tratamento de doenças.
  Os principais obstáculos apontados pelos empresários para inovação foram custos elevados, riscos econômicos excessivos e a escassez de fontes de financiamento.
  O levantamento também investigou pela primeira vez a inovação em serviços de alta tecnologia: pesquisa e desenvolvimento, telecomunicações, informática. Nestas atividades a inovação chegou a 57,6%, ultrapassando o patamar registrado na indústria. Os destaque foram os segmentos de pesquisa e desenvolvimento (97,6%), consultoria em software (77,9%) e telecomunicações (45,9%).
  Segundo o IBGE, os esforços de inovação geraram mais difusão de tecnologias do que novidades: 91% das empresas inovadoras incorporaram tecnologia existente para gerar novos produtos ou processos, que, no entanto, já existiam no mercado nacional ou internacional.
  Os gastos com inovação foram concentrados principalmente em máquinas e equipamentos (48,4%). O estado de São Paulo foi responsável por mais de a metade (55,6%) do investimento industrial em inovação em todo o país, reunindo 35,3% das empresas industriais inovadoras.
  A Pesquisa de Inovação Tecnológica é realizada pelo IBGE em parceria com o com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia, e seus resultados servem de base para políticas públicas na área de desenvolvimento tecnológico. (ABr)

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