O novo diretor-geral do Banestado, Ronald Anton de Jongh, disse ontem que os primeiros passos a serem tomados pela nova diretoria é dar início ao investimento de R$ 70 milhões para remodelar o setor de informática, tecnologia e algumas agências no Estado. O investimento será feito aos poucos e visa integrar uma série de operações do Banestado com o Itaú. A intenção é oferecer os mesmos serviços aos clientes dos dois bancos.
Segundo Jongh, nada irá mudar nas operações do Banestado. Ele citou como exemplos a Corretora Banestado e a Carteira de Crédito Imobiliário que permancem com as mesmas regras. Os serviços também ficam como estão, pelo menos no primeiro momento da nova equipe.
Uma das maiores preocupações dos clientes e dos funcionários é saber o que poderia ser alterado com a administração do Itaú. ‘‘Nada irá mudar no banco’’, assegurou de Jongh, ao dizer que não há planos imediatos de demissão de funcionários.
O diretor de Recursos Humanos, Marco Antonio Sampaio, afirmou que primeiro é necessário conhecer melhor a estrutura do Banestado, para depois pensar em cortes. ‘‘Demitir funcionário não é o objetivo e também não há definição de PDV (plano de demissão voluntária)’’, afirmou Sampaio.
O fechamento de agências também virá num segundo momento. O presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, havia dito que seriam fechadas entre 10% e 15% das agências.
Além de Jongh e Sampaio, o Banestado terá os seguintes diretores: José Geraldo Borges Ferreira na diretoria de Informática e Antonio Roberti Sivaldi Filho na diretoria de Rede de Agências. Ele será também o responsável pelo relacionamento com o Estado. (C.M.)