''Informacionais'' dominam receita do setor de Serviços
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quinta-feira, 16 de maio de 2002
Agência Estado 
Rio - A Pesquisa Nacional de Serviços destacou os setores de serviços que formam o bloco da nova economia, classificados no levantamento como setor informacional. São atividades que têm na informação sua principal fonte de receita, como telecomunicações, informática, filmes, rádio e televisão e agências de notícias. Juntas, elas respondem por um terço de todo o faturamento do setor de serviços, o que representou, em 2000, uma receita líquida de R$ 74,6 bilhões. O grande volume financeiro arrecadado difere do pessoal ocupado: apenas 5,8% da mão-de-obra de todo o setor.
O setor informacional reproduz a estrutura socioeconômica brasileira e tem passado pelas maiores transformações do setor de serviços, especialmente devido à construção de uma nova infra-estrutura de base tecnológica de transmissão de dados, imagem e som, comenta o técnico Guilherme Telles Junior, do Departamento de Comércio e Serviços do IBGE. Ele lembra, ainda, que o aumento de receita deste setor reflete o aumento da informatização das demais empresas brasileiras.
A receita média das 24.562 empresas do setor foi, em 2000, de R$ 3,308 milhões, dez vezes maior do que a das demais empresas de serviços. A atuação das empresas do grupo segue também as áreas de maior concentração econômica e demográfica do País. As que estão localizadas no Sudeste arrecadaram 64% da receita bruta do segmento, empregaram 57,3% de seu pessoal e pagaram 68,6% da massa salarial.
Dentre as empresas do Sudeste, a maior receita bruta (63,1%) veio de São Paulo, com grande margem de diferença em relação ao Rio, segunda maior receita, com 23,4%.
Mais distantes estão as de Minas (11,5%) e Espírito Santo (2%).
O IBGE restringiu a entrada neste grupo apenas a empresas que trabalham com serviços de informação. Empresas que fazem manutenção de equipamentos de informática, por exemplo, ficaram fora da mostra. O setor, como mostraram os dados, é excessivamente concentrado e com alta produtividade. As grandes empresas, com mais de cem empregados, são 1,3% do total, mas respondem por 65,1% da receita bruta e 81,9% da remuneração paga aos empregados do setor informacional.


