Buscar informações em revistas e sites idôneos ou agência de fomento do governo é a primeira orientação da pesquisadora Mirian Palmeira, do curso de Administração de Empresas da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para quem deseja abrir o próprio negócio em modelo de microfranquia. ''Na internet há sites ligados a revistas que publicam para pequenos empresários que podem ser muito esclarecedores'', ensina.
O segundo passo consiste em avaliar o valor inicial disponível para aplicar e, a partir disso, fazer uma análise aprofundada dos segmentos que a pessoa tem mais interesse e definir o que melhor se encaixa no seu perfil. ''É fundamental escolher o ramo com o qual se tenha mais afinidade. Não adianta pensar apenas no lucro porque pode ser uma experiência muito sofrida'', alerta.
A pesquisadora orienta, ainda, a ficar atento ao histório do franqueador. ''Não importa o tamanho da microfranquia, o franqueador tem de ter um certo tempo de mercado, experiência e idoneidade para o franqueado não jogar dinheiro fora'', relata. Além disso, antes de fechar qualquer acordo, o futuro empreendedor deve buscar acessoria jurídica que tenha conhecimento sobre franquia.
Mirian não recomenda que sejam feitos empréstimos em rede bancária para investir em qualquer negócio devido aos juros. ''Se for necessário emprestar, é melhor recorrer a dinheiro de familiares'', diz. Ela acrescenta que no banco só vale a pena arriscar se conseguir linha especial que tenha menos juros. ''A microfranquia é para quem tem recurso limitado, por isso, se der errado, o prejuízo é muito maior'', justifica. (A.V.)

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