Informação é diferente entre as classes
A pesquisa realizada pelo Inbrape, em 2007, apontou que praticamente 100% da população tem conhecimento do termo genérico e mostrou também que a fonte de informação é bastante diversificada. Nas classes mais altas, por exemplo, a maioria dos entrevistados - 83,8% - tomou conhecimento sobre o medicamento através de médicos ou propagandas. Já nas classes C, D e E, a principal fonte de informação foi o balcão da farmácia para 34% dos entrevistados. Para menos de 10% das pessoas de todas as classes a fonte de informação foi a propaganda do governo.
Para o vice-presidente da Pró Genéricos, Odnir Sinotti, o cenário é reflexo do difícil acesso a tratamentos de saúde. Segundo ele, as classes mais altas - como já foi dito têm mais acesso à informação, à mídia no geral e podem ter consultas médicas especializadas. Porém, a população de baixa renda, muitas vezes, procura atendimento direto na farmácia, pois não consegue ir ao médico. ''O balcão da farmácia tem papel fundamental na difusão dos genéricos. No Brasil, muitas vezes temos a farmácia suprindo a necessidade de pessoas que precisam de tratamento'', lamentou..
Apesar dessa diferença nas fontes de informação e de acreditar que o governo deveria divulgar melhor os genéricos - já que a priori os genéricos foram criados para atender as classes mais baixas - Sinotti comentou que esses medicamentos já são muito conhecidos. Em 2002, segundo ele, o governo federal fez uma campanha de marketing muito forte, mas atualmente não tem feito nada, e a Pró Genéricos fortaleceu a divulgação entre 2004 e 2005. ''O governo está olhando para o setor. Se tiver mídia é bom, mas de qualquer forma os genéricos já caminham sobre suas próprias pernas'', sentenciou. (E.Z.)





