Inflação volta a ser uma ameaça
O Fundo Monetário Intenacional (FMI) afirma que o controle orçamentário dos países da região não deve estar baseado em ''cortes irrealistas de despesas'' ou ''aumento de impostos que reduzem a eficiência e que, no final, têm de ser revistos''. Recentemente, o Brasil desistiu de aumentar os impostos das empresas prestadoras de serviço com a medida provisória 232, que teve forte repercussão negativa no setor privado e na sociedade. ''[O Brasil] deve continuar se aproveitando das condições favoráveis atuais para tocar sua agenda de reformas'', diz o FMI.
Apesar dos ''progressos tremendos'', o próprio FMI se faz a pergunta em seu relatório se finalmente a América Latina está no caminho certo. A resposta é que, embora as previsões de crescimento venham ''excedendo as expectativas'', a inflação voltou a ''ameaçar'' um número considerável de países, e algumas das grandes vulnerabilidades permanecem. ''Mas é encorajador o fato de, ao contrário das recuperações ao longo dos anos 90, que muitos governos tenham se aproveitado de condições econômicas favoráveis para fortalecer suas posições fiscais, financiarem antecipadamente suas obrigações para 2005 e terem melhorado o perfil de seu endividamento'', diz o FMI. (F.C.)





