A inflação vem perdendo força desde o final de 2016. O índice acumulado em 12 meses chegou a superar os 10% no começo do ano passado. Um dos principais vilões foi a pressão de preços sobre os alimentos, visto que em 2016 houve quebras de safras em várias regiões do País por questões climáticas, gerando impacto a toda uma cadeia.

Carnes de boi e frango, derivados de leite e ovos, por exemplo, tiveram altas por causa do aumento do preço da ração animal, produzida principalmente com soja e milho. Outro fator que empurrava a inflação para cima eram as tarifas de energia elétrica, que após quase dois anos represadas por decisão de governo, tinham voltado a subir. Neste ano, além do agravamento da crise e desemprego em alta, a pressão de preços tem sido cada vez menos intensa, até chegar à deflação. Agricultores comemoraram supersafras; uma maior oferta de alimentos, num momento de demanda fraca, fez cair o preço de produtos importantes na cesta básica do brasileiro.

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