Rio de Janeiro - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste de preços dos aluguéis, deve encerrar com taxa positiva em janeiro, bem distante da deflação de 0,26% apurada em dezembro para o indicador. É o que mostrou a segunda prévia do índice no mês, que subiu 0,51%, a mais intensa taxa em 15 meses, após cair 0,18% em igual prévia do mesmo indicador em dezembro. Na segunda prévia de janeiro, o índice foi pressionado por taxas de inflação mais intensas nos três setores usados para cálculo do IGP-M: atacado, varejo e construção civil. ''Mas não creio que a taxa de janeiro possa atingir 1%'', afirmou o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.
Para o especialista da fundação, os aumentos de preços que puxaram para cima a inflação da segunda prévia devem continuar elevando a taxa do indicador, até o final de janeiro. No atacado, os preços pararam de cair (de -0,38% para 0,44%) da segunda prévia de dezembro para igual prévia em janeiro, pressionados pelo término de deflação nos preços agropecuários (de -1,00% para 0,16%); e nos preços industriais (de -0,18% para 0,53%).
No setor industrial atacadista houve fim de deflação em preços importantes, como arroz beneficiado (de -1,45% para 8,78%); e produtos químicos (de -1,55% para 0,03%) como fertilizantes (de -6,12% para 3,06%). Já entre os produtos agrícolas, é possível destacar o comportamento dos alimentos, tanto os in natura, como processados, como o açúcar cristal - que saiu de uma queda de 2,97% para um avanço de 11,08% da segunda prévia de dezembro para a segunda prévia anunciada ontem.
No varejo, a inflação acelerou (de 0,19% para 0,74%), pressionada principalmente por aumentos de preços nos alimentos (1,19%); cursos formais (1,63%); e tarifa de ônibus urbano (2,79%). Já na construção civil a inflação quase duplicou (de 0,22% para 0,40%) devido a um cenário de mão de obra e de materiais mais caros no setor.


Você percebeu aumento de preços no varejo?


''Quando fui comprar roupas da última vez percebi que houve um pouquinho de aumento. Pelo menos com esse item, que é o que eu mais compro. Esses dias fui comprar uma calça e percebi que está bem mais caro que no ano passado''
Carla Ribeiro, corretora de seguros


''Tenho percebido um aumento sim. Quando fui comprar utensílios domésticos, que procurei no final do ano passado e voltei no começo deste (ano), achei o aumento muito alto. No supermercado, percebi que o açúcar ficou caro. Um pacote que custava R$ 5 já está saindo por R$ 7. Tá ficando pesado''
Leandro Giannetti, assistente de comunicação


''Sim, é muito comum. Lembro que o preço dos produtos alimentícios varia bastante. A diferença em produtos como arroz, feijão e outros itens básicos entre uma ida e outra no supermercado é perceptível''
Sandra Regina de Freitas, secretária

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