SÃO PAULO -A inflação em março subiu um pouco e superou as previsões. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), subiu 0,21%. A alta em fevereiro havia sido 0,01%. ‘‘Fomos supreendidos pelo preços das verduras, legumes e frutas, que subiram muito mais do que prevíamos’’, explica o economista Heron do Carmo, coordenador da pesquisa. Ele esperava uma variação de 0,1% para o mês passado.
A pequena alta do custo de vida foi provocada, segundo ele, basicamente pelo aumento de 7,97% nos preços dos alimentos in natura. O consumidor gastou com comida 1,59% mais. O aumento da cotação do café e do açúcar no mercado internacional elevou o preço desses dois produtos no mercado interno, o que também contribuiu para a alta dos alimentos.
Dos nove itens que mais pesaram no custo de vida, oito são alimentos. As maiores altas foram: tomate (70,62%), cebola (54,65%), ovos (14,29%), café em pó (12,04%), batata (17,34%), aluguel (0,88%) e uva (25,68%). ‘‘Não sei explicar por que os preços dos in natura subiram tanto’’, diz o economista. ‘‘Eles sempre sobem nesse perído, mas dessa vez subiram mais do que o normal para época’’, ressalta.
Sua expectativa, agora, é que os preços desses produtos subam menos em abril. Mas a inflação neste mês, prevê, deve chegar em pelo menos 0,5%. A alta será provocada pela substituição das roupas de verão pelas de inverno. ‘‘Só essa troca já dá pelo menos 0,5%’’, calcula. Um provável recuo dos reajustes dos produtos in natura, segundo o economista, pode amenizar o impacto dos aumentos dos preços da roupa no custo de vida.

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