Inflação sobe e atinge 0,93% em Curitiba
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quinta-feira, 06 de maio de 1999
Carmem Murara 
O índice de preço ao consumidor (IPC) de Curitiba - indicador calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para medir a inflação - foi de 0,93% em abril, o que representa um crescimento em relação ao mês anterior, quando o IPC ficou em 0,89%. O aumento foi impulsionado pelo encarecimento de roupas e calçados, que teve uma variação de 5,7%, contribuindo com 0,38 ponto percentual, ou seja, quase a metade da inflação do mês. A entrada do inverno foi fator decisivo para que a indústria e o comércio varejista colocassem novos preços nas roupas.
O segundo item que mais pesou para o cálculo do custo de vida foi o gasto com saúde e com os cuidados especiais. A variação positiva foi de 2,5%, sendo que as despesas com os remédios foram as que mais pesaram no bolso do consumidor. Os medicamentos ficaram 3,2% mais caros.
Os alimentos e bebidas tiveram uma variação de 0,87%. Os produtos que mais encareceram foram o tomate, batata inglesa e o leite pasteurizado. Com a queda da importação de leite, houve a falta do produto no mercado brasileiro e as cooperativas se sentiram livres para remarcar os preços. Outro fator que contribuiu para aumentar o produto foi a entrada da entressafra.
No caso do tomate o aumento foi de 66%. Outros produtos que ficaram mais caros foram o pepino com 45% e o quilo da uva com 22,4%. As cinco quedas de preços mais acentuadas foram a tangerina com 39,8%, mamão com 11,4%, abacaxi com 11,2% e laranja com 9,6%.
Na relação dos produtos que ficaram mais baratos estão ainda o carro de passeio nacional e importado, o álcool (combustível), óleo de soja e frango resfriado. Na lista dos itens que aumentaram de preço estão a gasolina, planos de saúde, tarifa de ônibus urbano e roupas femininas.


