São Paulo O coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo, mostrou-se ontem bastante otimista em relação à trajetória de inflação para os próximos anos. Segundo ele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, tem tudo para fechar 2004 em 5%, ou seja, abaixo da meta de 5,5% fixada pelo Banco Central. Para 2005, ele acredita que o índice deve encerrar em 4%, chegando ao final do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com variações em torno de 2%.
''Taxas de inflação neste patamar são registradas em países de primeiro mundo'', diz Heron, acrescentado que sua impressão é de que o atual governo deverá buscar essa meta. Segundo ele, condições para isso já existem. Heron lembrou que, de 1999 para cá, os índices de inflação registrados no País vêm sendo definidos basicamente por preços administrados. E esses preços, segundo ele, têm na variação cambial um componente muito forte, cujos choques do passado não devem se repetir.
Para este ano, o economista da Fipe acredita ser perfeitamente factível que o IPCA feche dentro da meta de 8,5%. Ele lembra que até julho o índice do IBGE acumula alta de 6,85%. Como a expectativa é de que daqui para frente as taxas mensais se situem em torno de 0,30%, o governo deverá cumprir a meta, de acordo com Heron.

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