Inflação resiste a ceder e prévia de maio vai a 0,86%
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sexta-feira, 20 de maio de 2016
Lucas Vettorazzo<br>Folhapress 
Rio de Janeiro A prévia da inflação oficial de maio mostrou que, mesmo com a piora da economia e a redução do consumo pela população, os preços no País ainda resistem a ceder. É o que mostra o resultado para maio do IPCA-15, prévia da inflação, divulgado ontem pelo IBGE.
O IPCA-15 atingiu 0,86% em maio, avanço em relação ao apurado pela prévia de abril, de 0,51%. Trata-se da taxa mais alta verificada para o mês de maio desde 1996. O centro de estimativas de economistas ouvidos pela agência internacional de notícias Bloomberg apontava avanço de 0,76% no mês e de 9,51% em 12 meses.
Desde o início do ano que se espera uma desaceleração de preços em razão da crise, mas na prática movimentos pontuais de alta de determinados produtos têm impedido o alívio no bolso do brasileiro. Essas altas independem da situação econômica do País.
A prévia da inflação de maio mostrou que os alimentos e remédios continuam a pressionar o indicador. Cenário igual já havia sido observado na divulgação do índice fechado de abril.
Condições climáticas desfavoráveis fizeram com que os alimentos subissem 1,05% na prévia de maio. Já é uma desaceleração em relação ao mês de abril (1,35%), mas o resultado continua fazendo pressão no índice.
A batata-inglesa, por exemplo, subiu 26,65% na prévia. Outros produtos importantes, como feijão carioca (5,04%), farinha de mandioca (4,45%) e o leite (2,82%), também tiveram altas expressivas.
Impactado por reajustes recentes de preço aprovados pelos órgãos reguladores, os remédios subiram 6,50% em maio. Em abril, já tinham subido 2,64%. A alta é reflexo do reajuste, que passou a valer a partir de primeiro de abril, de 12,50% no preço de alguns tipos remédios.


