Nem tudo teve redução em julho. A maior pressão sobre a inflação ocorreu no grupo Despesas Pessoais, que teve variação de 1,13%. As principais influências neste grupo foram o custo dos empregados domésticos (1,45%), de recreação (1,25%) e cabeleireiro (1,62%). Para Lucas Dezordi, coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo, o que elevou o custo dos domésticos foi a nova lei que estabelece direitos para estes trabalhadores e a escassez de mão de obra nesta área.
Para agosto, ele acredita que a inflação pode voltar a ser pressionada. Entre os itens que podem trazer impacto estão vestuário, com a entrada da coleção de primavera, e alimentos. A previsão dele é que a inflação de agosto fique entre 0,4% e 0,5%.

Curitiba
Na Capital paranaense, a inflação passou de -0,01% em junho para 0,48% em julho, o maior índice entre as 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE. No ano, Curitiba acumula alta de 2,91% e, nos 12 meses, de 6,23%.
Os maiores impactos na inflação de julho em Curitiba foram energia elétrica, com aumento de 3,59% e gás (15,01%). Também apresentaram aumento os grupos habitação (1,15%), despesas pessoais (1,39%), saúde e cuidados pessoais (0,62%) e vestuário (0,65%). As reduções ocorreram em transportes (-0,18%) e comunicação (-0,05%).
Entre as altas com destaque no mês estão ainda excursão (11,09%), alface (9,93%), móvel para cozinha e copa (7,20%), bicicleta (7,13%), reforma de estofado (7%), feijão preto (5,97%), leite longa vida (5,87%) e ovo (5,05%0. As principais quedas ficaram com tomate (-24,04%), repolho (-20,11%) e cenoura (-17,14%). (A.B.)

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