Inflação pode ser de 5,51%
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sexta-feira, 22 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
Luiz Fernando Figueiredo, diretor de Política Monetária do Banco Central disse ontem que o mercado estima uma taxa de inflação de 5,51%, para este ano, e 3,91%, em 2002. A projeção, alertou, está abaixo do IPCA de maio, de 7,04%, em 12 meses. Ele afirmou que a meta inflacionária para 2001 permanece em 4%, e 3,5%, em 2002. Destacou, ainda, que há um espaço 2 pontos percentuais para acomodar os choques na conjuntura econômica.
Figueiredo reforçou que o foco primordial para o governo é o controle da inflação, e o pilar é a política fiscal. Se o governo consegue pagar seus compromissos, pode gerar estabilidade a longo prazo. Ele disse que as contas do governo devem superar as metas acertadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de um superávit fiscal de 3%, em 2001, e o mesmo percentual em 2002.
Quem especulou com o câmbio, acreditando que a desvalorização era permanente, agiu de uma forma pouco racional e perdeu muito dinheiro, segundo o diretor do BC. Houve um processo de acomodação do câmbio ao ambiente conjuntural (crise argentina, desaceleração dos EUA e mesmo questões políticas internas), e o dólar passou de R$ 1,80, em julho, para R$ 2,50, recentemente. O BC entendeu que esse processo acabaria tendo uma continuidade, formando uma bolha, com impacto negativo sobre a inflação. E, por isso, o Banco Central agiu com firmeza para estourar a bolha. Ele reforçou que, apesar dessa aceleração na desvalorização cambial, não houve nenhuma quebra de contrato. Segundo ele, esse processo mostrou que o dólar cai e sobe; é um artigo de renda variável e o investidor precisa aprender isso.


