Inflação pelo IPCA-15 é de 2,23% em Curitiba
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quarta-feira, 27 de novembro de 2002
Rosana Félix<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Os alimentos e os combustíveis pressionaram ainda mais a inflação durante a primeira quinzena de novembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) em Curitiba foi de 2,23%, alta de um ponto percentual sobre o índice de outubro (1,22%). A taxa nacional atingiu 2,08%, contra uma variação de apenas 0,90% no mês anterior. O grupo de alimentos e bebidas teve alta de 5,08% na capital paranaense e de 4,47% na média brasileira. O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento dos alimentos foi bem superior ao registrado na primeira quinzena de outubro, quando atingiu 2,01% em Curitiba e 1,77% no Brasil. Os alimentos que tiveram mais peso no IPCA-15 na capital paranaense em Curitiba foram a farinha de trigo, com variação de 25,84%, açúcar refinado (20,78%) e pão francês (14,10%). As carnes subiram 5,14%. As hortaliças e verduras registraram queda de 15,13%, já que sustentaram preços altos durante o inverno.
Para o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Cid Cordeiro, o IPCA-15 de novembro ''é elevadíssimo''. Segundo ele, a pressão dos alimentos na inflação ocorre entre julho e outubro, durante o período de entressafra.
Os combustíveis tiveram alta de 7,12% em Curitiba. Pelo IPCA-15, o preço da gasolina variou 4,82% e o do álcool, 15,92%. O aumento da passagem de ônibus em Curitiba, que apresentou variação de 2,36%, também refletiu no índice. Os grupos de habitação (0,5%) e vestuário (1,13%) também colaboraram com a alta.
O cálculo do IPCA-15 foi feito com dados coletados entre 15 de outubro e 11 de novembro e comparados com os preços vigentes entre 13 de setembro e 14 de outubro.
A inflação em Curitiba foi a quinta maior registrada pelo IBGE entre 11 capitais pesquisadas. O maior índice é de Fortaleza, com 2,73%, seguido por Goiânia (2,54%); Brasília (2,46%); Belém (2,29%); e Rio de Janeiro (2,26%). A menor taxa é de Salvador (1,84%).


