Inflação pelo IPCA-15 é de 0,60% em março
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 23 de março de 2011
Alessandra Saraiva <br>Agência Estado 
Rio - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) atingiu 0,60% em março, o que indica uma desaceleração ante a taxa de 0,97% de fevereiro, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou no teto das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam inflação entre 0,46% e 0,60%. A mediana das previsões apontava taxa de 0,53%.
A inflação pelo IPCA-15 em março foi maior que a apurada no mesmo mês do ano passado, quando a taxa foi de 0,55%. Com o resultado anunciado ontem, o índice acumula taxa de inflação de 2,35% em 2011 e de 6,13% nos 12 meses encerrados em março.
A perda de força da inflação do grupo Educação (de 5,88% para 1,03%), na passagem de fevereiro para março, foi a principal contribuição para a taxa menor do IPCA-15 deste mês, segundo informou o IBGE. Os preços de Educação subiram muito no mês passado, devido ao efeito de reajustes sazonais, como aumentos de mensalidades escolares, que sempre ocorrem no começo de cada ano. No entanto, os reajustes de preços no grupo Educação ficaram concentrados em fevereiro, perdendo força em março.
Alimentos
A inflação dos alimentos perdeu força no âmbito do Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15). A taxa de elevação de preços do grupo Alimentação desacelerou de 0,57% para 0,46% de fevereiro para março. De acordo com o instituto, o grupo contribuiu para a taxa menor de inflação do IPCA-15.
Apesar de o tomate ter ficado 16,57% mais caro em março, assim como a batata-inglesa (alta de 9,66%) e as frutas (aumento de 3,33%), uma parte expressiva dos produtos alimentícios mostrou queda de preço no período. O destaque ficou por conta dos preços das carnes, que caíram 2,33% em março e foram a principal contribuição para a redução no ritmo de inflação dos alimentos. Entre os alimentos que também mostraram queda de preços em março, o IBGE destacou as variações negativas registradas em feijão carioca (baixa de 6,91%), açúcar refinado (queda de 2,55%), feijão preto (recuo de 2,48%), carne seca (queda de 2,23%), frango (baixa de 1,52%) e arroz (queda de 1,27%).
Classes
Das nove classes de despesa pesquisadas para cálculo do IPCA-15, cinco apresentaram decréscimos em sua taxa de variação de preços de fevereiro para março. Segundo o IBGE, houve taxas de inflação menos intensas ou até queda de preços em Alimentação e Bebidas (de 0,57% para 0,46%), Vestuário (de 0,13% para - 0,37%), Despesas Pessoais (de 1,17% para 1,04%), Educação (de 5,88% para 1,03%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,52% para 0,35%).
Os outros grupos pesquisados apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços. É o caso de Habitação (de 0,28% para 0,39%), Artigos de Residência (de - 0,13% para 0,26%), Comunicação (de 0,24% para 0,44%) e Transportes (de 1,04% para 1,11%). No caso de Transportes, o IBGE informou que a taxa de inflação mais elevada no período foi resultado da mudança de trajetória de preços em passagens aéreas, que mostraram queda de 11,45% em fevereiro e subiram 29,16% em março.


