Rio e São Paulo - Elevações de preços menos intensas, ou até mesmo deflações, em quatro de sete classes de despesa fizeram o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerar da alta de 0,67% na quadrissemana terminada em 22 de julho para alta de 0,53% na quadrissemana terminada em 31 de julho. Foram o caso dos preços dos grupos de vestuário (de -0,16% para -0,54%); transportes (de 0,22% para 0,19%); educação, leitura e recreação (de 0,37% para 0,22%); e alimentação (de 1,44% para 0,83%). Mas foi esse último grupo o grande destaque do último IPC-S do mês, e a classe de despesa que mais contribuiu para a taxa menor do indicador.
Os preços do grupo alimentação deram a maior contribuição para a desaceleração do IPC-S. O arroz saiu de uma elevação de 12,55% em junho para uma queda de 0,24% em julho. O feijão, apesar de ainda pertencer ao grupo de itens que mais pressionaram a inflação, saiu de uma alta de 14,46% para uma variação de 6,23% entre junho e julho.
Conforme estudo especial realizado pelo coordenador nacional do IPC-S, Paulo Picchetti, o simples fato de alguns itens continuarem em forte alta, mas subirem menos que nas divulgações anteriores, já contribui para um alívio decisivo na inflação. Nesse segmento, também foram registradas quedas e desacelerações de preços em carnes bovinas (6,00% para 3,39%), hortaliças e legumes (-0,57% para -1,66%) e adoçantes (0,27% para -0,34%).
Os outros grupos apresentaram aceleração de preços, como foram o caso de habitação (de 0,42% para 0,59%); saúde e cuidados pessoais (de 0,61% para 0,69%); e despesas diversas (de 0,28% para 0,43%).
Ao analisar a movimentação de preços no período, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que as mais significativas quedas de preço no varejo foram apuradas no setor de alimentação. Segundo a fundação, houve deflações em batata-inglesa (-6,06%); banana prata (-7,26%); e beterraba (-12,59%).

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