Inflação para 2015 continua subindo na pesquisa Focus
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segunda-feira, 30 de março de 2015
Célia Froufe<br>Agência Estado 
Brasília - Após o Banco Central informar que espera uma inflação de 7,9% em 2015, o mercado financeiro apresentou leve revisão, de 8,12% para 8,13% em suas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período. Há um mês, a mediana das previsões para o indicador estava em 7,47%. Esta é a décima terceira semana consecutiva em que há alta das projeções para esse indicador.
No Top 5 de médio prazo, que é o grupo dos economistas que mais acertam as previsões, a mediana para o IPCA deste ano segue acima da banda superior de 6,5% da meta e segue em 8,33% de uma semana para outra. Quatro semanas atrás, estava em 7,51%.
Para o final de 2016, a mediana das projeções para o IPCA foi levemente reduzida de 5,61% para 5,60%. Quatro semanas atrás estava em 5,50%. Já no Top 5, a projeção para a inflação no final do ano que vem foi mantida em 5,64% - um mês antes estava em 5,45%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação do BC, a taxa ficará em 4,9% pelo cenário de mercado - que considera juros e dólar constantes - ou em 5,1%, levando-se em consideração as estimativas da Focus passada.
As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente seguem elevadas, mas mostraram um forte recuo. Na edição de ontem, essa projeção passou de 6,49% para 6,30% - um mês antes estava em 6,54%. No curto prazo, os preços mostram mais descontrole. Depois da alta de 1,24% de janeiro, revelada pelo IBGE, e de 1,22% em fevereiro, a projeção para a taxa em março, também segue acima de 1%. De acordo com o boletim Focus, a mediana das estimativas permaneceu em 1,40% - um mês antes, estava em 0,95%. Algum refresco para a inflação mensal é aguardado apenas para abril, quando o índice deve ter alta de 0,62% - mesmo patamar da semana anterior, mas acima dos 0,58% vistos quatro edições da Focus atrás.
JUROS
Após chegar ao consenso de que a Selic voltará a subir 0,50 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de abril, o mercado financeiro espera mais uma elevação da taxa básica de juros no encontro de julho. No sistema de expectativas do boletim Focus, pode-se observar que a mediana para o indicador subiu de 13,13% para 13,25% em abril e que deve permanecer nesse nível na reunião de junho. Já em julho, é aguardada uma nova alta, para 13,50% ao ano - até a semana passada, a expectativa era de manutenção da taxa em 13,25% ao ano até outubro.
Pela abertura das previsões do mercado, nota-se que os analistas estão divididos sobre o retorno da Selic para 13,25% no encontro de setembro, já que a taxa apontada está em 13,38%. O consenso é de que essa diminuição certamente já será vista no Copom de outubro e que os juros básicos continuarão nesse patamar até o final do ano.
O mercado continua aguardando que a primeira ação de política monetária em 2016 é de uma nova redução da Selic, para 13,00% ao ano. Como o calendário do ano que vem ainda não foi definido pelo Banco Central, as expectativas estão distribuídas por todos os meses. Em fevereiro, no entanto, a previsão de que a taxa estaria em 12,50% ao ano foi substituída pela projeção de 12,75% ao ano, com os economistas esperando um retorno mais suave da baixa dos juros.
Para março de 2016, não houve alteração da mediana, que segue em 12,50% ao ano. Já para abril, os analistas contam com a Selic em 12,25% ante previsão anterior de 12,00%. As demais projeções mensais disponíveis - até setembro de 2016 - ficaram mantidas em 12,00% ao ano.


