O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) de julho registrou alta de 0,94%, divulgou ontem o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em junho, a taxa havia apresentado variação de 0,38% e em maio, alta de 0,49%.
Os preços para calcular o IPCA-15 são coletados entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês corrente. O IPCA-15 se difere do IPCA apenas no que diz respeito ao período de coleta. O IPCA – índice utilizado como referência para as metas de inflação do governo – tem seus preços coletados durante todo o mês civil. Em junho, o IPCA ficou em 0,52%.
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
A elevação de 0,94% do IPCA-15 deveu-se, principalmente, ao reajuste das tarifas públicas e dos preços administrados. Contribuíram para essa alta as tarifas de telefonia fixa (4,67%), as tarifas de água e esgoto (2,58%), ônibus urbano (1,89%), gasolina (2,57%) e gás de cozinha (3,59%), além do item empregado doméstico, que subiu 2,50%, em razão do reajuste do salário mínimo, em abril.
A energia elétrica subiu 2,35% e refletiu parte dos reajustes ocorridos em São Paulo e Curitiba. No entanto, o resultado do IPCA-15 de julho não apresenta o efeito das medidas de racionamento sobre os preços. Esses valores estão sendo captados pelo IBGE e serão apresentados nos índice de inflação a partir de agosto.

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