Inflação medida pelo IPCA fica em 0,52%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de julho de 2001
Agência Folha Do Rio de Janeiro 
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,52% em junho, contra 0,41% em maio, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice fechara em 0,58% em abril, 0,38% em março, 0,46% em fevereiro e 0,57% em janeiro.
O IPCA é o índice usado pelo governo para verificar se sua meta de inflação está sendo cumprida. O índice reflete a inflação para famílias com renda de até 40 salários mínimos. A meta de inflação do governo para 2001 continua sendo de 4% (com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo). Mas o próprio Banco Central já admite que a alta do dólar pode elevar a inflação para 5,8%, pouco abaixo do teto da meta.
Nos últimos 12 meses, até junho, o IPCA acumula uma alta de 7,35%. No primeiro semestre, a alta acumulada é de 2,96%, contra 1,64% referente ao mesmo período de 2000.
O IBGE divulgou ontem também que a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,60% em junho, contra 0,57% em maio. Nos últimos 12 meses, até junho, o INPC acumula alta de 8,06%. No ano, a alta é de 3,81%, contra 1,13% no mesmo período do ano passado. O INPC mede a variação de preços para famílias com renda de um a oito salários mínimos.
O resultado da inflação de junho medida pelo IPCA foi reflexo, principalmente, do item ônibus urbano, que aumentou 5,22%, em decorrência do reajuste do preço da passagem de ônibus urbano na cidade de São Paulo. Também influenciaram a taxa de junho o item água e esgoto, que aumentou 4,48% em razão de reajustes ocorridos em São Paulo e Fortaleza. Já a tarifa de telefonia fixa, com 1,34% de variação, refletiu uma parte de reajuste ocorrido em 24 de junho.
A energia elétrica aumentou 0,18%, em razão de reajuste da tarifa em Curitiba. O grupo que mais puxou o índice para baixo foi o de produtos farmacêuticos, cujos preços caíram 2,26%.


