Curitiba A inflação de outubro surprendeu analistas e foi mais baixa do que o esperado. A média brasileira foi de apenas 0,29%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação em Curitiba superou a média nacional no mês: atingiu 0,35%, mas no acumulado entre janeiro e outubro está em 6,95%, o menor índice entre 11 capitais pesquisadas.
Os alimentos contribuíram bastante na inflação de outubro em Curitiba. Aumentaram 0,98% no varejo curitibano, contra 0,46% no nacional. A principal influência inflacionária nos alimentos foram aves e ovos, que aumentaram 7,61% em Curitiba. Entre janeiro e outubro, os produtos alimentícios já subiram 5,51%, com destaque para carnes e peixes industrializados (alta de 17,32% no ano).
Os outros grupos que apresentaram aumento de preço em Curitiba foram habitação (1,06%); artigos de residência (1,08%); vestuário (0,96%); despesas pessoais (0,67%) e educação (0,15%). Transporte (-0,72%), saúde e cuidados pessoais (-0,2%) e comunicação (-0,28%) foram os itens que apresentaram redução de preço em relação ao mês anterior. Em setembro, o IPCA em Curitiba atingira 0,50%.
De acordo com o economista Alexsandro Agostini Barbosa, da Global Invest, era esperado um IPCA de 0,4% a 0,5%. Ele disse que três fatores contribuíram para a inflação no Brasil passar de 0,78% em setembro para 0,29% em outubro. ''Houve queda significativa nos preços dos combustíveis, alta em menor intensidade dos alimentos e menor incidência dos preços administrados'', relatou.
A média brasileira apontou aumento de 0,44% em habitação; 0,47% em artigos de residência; 0,92% em vestuário; 0,64% em saúde e cuidados pessoais; e 0,65% em despesas pessoais. Houve redução de 0,03% em educação, de 0,06% em comunicação e de -0,39% em transportes. O álcool combustível teve queda de 3,07% e a gasolina, 0,24%.
A inflação deve se manter em um patamar moderado, na avaliação de Barbosa. ''Os itens destinados à demanda interna não têm força para reajustar preços, porque a renda está deprimida'', observou. A inflação acumulada no Brasil, 8,37%, está acima dos 6,98% registrados no mesmo período de 2002, mas apresenta desaceleração. Nos últimos 12 meses, o IPCA acumulou 13,98%, contra os 15,14% dos doze meses imediatamente anteriores.
O IPCA mede os preços para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos. A inflação para as famílias que recebem de um a 20 salários mínimos, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi mais alta. O INPC de outubro foi de 0,51% em Curitiba e de 0,39% no Brasil.

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