Inflação medida pelo IPC despenca em Curitiba
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segunda-feira, 06 de junho de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A queda no preço do álcool combustível, nas passagens de ônibus aos domingos e as promoções nas passagens de avião derrubaram a inflação em Curitiba no mês de maio. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), caiu de 1,14% em abril para 0,38% em maio. No acumulado do ano, o IPC apresenta uma variação de 2,71% entre os meses de janeiro a maio, praticamente a metade do índice verificado no mesmo período do ano passado, quando a inflação foi de 5,31%.
Conforme a pesquisa do IPC divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os itens Transporte e Comunicação, Saúde e Cuidados Pessoais e Despesas Pessoais foram os responsáveis pelas maiores quedas do índice. Já os itens como Alimentos e Bebidas e Vestuário continuam pressionando a inflação. Nos últimos 12 meses a inflação em Curitiba já é de 7,71%.
Para o mês de junho, a tendência do índice é voltar a subir com mais vigor. Segundo a economista do Ipardes, Maria Luiza de Castro Veloso o reajuste previsto para os planos de saúde pode influenciar no aumento da inflação, uma vez que esse item tem grande peso sobre o grupo Saúde e Cuidados Pessoais.
O grupo de Alimentos e Bebidas também deve continuar com aumento de preços, embora mais contidos. Segundo a economista do Ipardes, já se percebe queda no preços de produtos no atacado, como tomate e batata inglesa.
No mês de maio, o álcool combustível foi o item do grupo Transporte e Comunicação com maior contribuição, com queda de 13,03%. Em contrapartida, o grupo vestuário foi o que mais pressionou positivamente o IPC de maio devido a alta de 4,61% nos preços de seus produtos. O grupo formado por alimentos e bebidas teve alta de 0,99%, tendo sido influenciado por: pão francês (6,13%), item com a maior influência positiva em todo o índice, tomate (29,06%), leite pasteurizado (2,77%), batata inglesa (14,40%), frango inteiro resfriado (7,03%). Apresentaram queda de preços o mamão (- 16,60%) e arroz (- 4,02%). Os grupos habitação e artigos de residência apresentaram altas de 0,40% e 0,39%, respectivamente.


