Inflação medida pelo IGP-M tem pequeno recuo
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Agência Folha <br> Do Rio 
A inflação medida pelo IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado) foi de 1,10% em novembro, contra 1,18% de outubro. Em setembro, o índice havia caído para 0,31%, após ter fechado em 1,38% em agosto. O resultado foi divulgado ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Os preços do IGP-M de novembro foram apurados da terceira semana de outubro a terceira semana de novembro. O IGP-M registrou a maior alta do ano no mês de julho, quando a inflação foi de 1,48%. No ano, o IGP-M registra valorização de 10,14%. Nos últimos doze meses, a taxa acumulada é de 10,84%.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) foi de 1,30%, contra 1,53% de outubro. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) foi de 0,85%, ante 0,52% do mês anterior. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) foi de 0,60%, contra 0,92% de outubro.
A inflação de 1,10% de novembro teve como principais razões a variação do dólar, o aumento no preço dos alimentos tanto no atacado quanto no varejo e ainda um resíduo do reajuste dos combustíveis ocorrido no início de outubro.
Para o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney de Melo Cota, os preços no atacado receberam maiores influências das carnes e dos combustíveis. O IPA subiu 1,30%, impulsionado pelo aumento dos bovinos (4,17%), suínos (13,17%), aves (3,53%), óleos lubrificantes (11,33%), óleo diesel (2,23%) e gasolina (9,27%). Os preços das carnes sofreram impacto da alta do dólar, uma vez que são produtos para exportação e, portanto, cotados em dólar.
Nos preços ao consumidor, o destaque de alta ficou por conta dos alimentos, que passaram de variação de 0,60% em outubro para 1,22% em novembro, seguido pelos cigarros que aumentaram 6,81% no período.


