Inflação medida pelo IGP-DI chega a 2,05%
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terça-feira, 13 de agosto de 2002
Agência Estado 
Rio - A inflação de julho, medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), ficou em 2,05%, resultado 0,31 ponto porcentual superior ao de junho. Mas, apesar de a variação dos preços ao consumidor ter praticamente dobrado, passando de 0,55% em junho para 1,03% em julho, o núcleo da inflação, que é calculado com base no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ficou estável entre um mês e outro (0,40% em junho e 0,41%), demonstrando que os aumentos foram concentrados em tarifas e preços fixados por contrato, como já era esperado.
Juntos, os reajustes das tarifas de telefone, da eletricidade residencial e os preços dos planos e seguros de saúde foram responsáveis por mais de 60% da variação constatada no IPC. Se for somada a estes a quarta maior influência no aumento do índice, o preço da gasolina, o porcentual de participação sobe para 70%. ''Isto confirma que a inflação ao consumidor foi bastante localizada nos preços administrados, já que a gasolina não é tão regulada como eletricidade e telefonia, mas também não é tão livre quanto o chuchu'', comentou o coordenador de Análise Econômica do Ibre da Fundação Getúlio Vargas, Salomão Quadros.
O núcleo da inflação, que expurga as maiores altas e as maiores quedas de preços para verificar se os aumentos são ou não generalizados, está em trajetória decrescente desde março. É uma queda lenta, que fez o índice acumulado em 12 meses passar de 7,49% em fevereiro para 6,62% em julho, apesar de o IPC ter aumentado nos últimos meses. ''Isso indica que a tendência da inflação é de queda'', disse Quadros, que evitou fazer projeções para a taxa deste ano.


