Inflação gerava saldo devedor
O gerente de mercado da Caixa Econômica Federal, em Londrina, Carlos Roberto de Souza, disse que esta situação de desequilíbrio financeiro já não existe mais nos contratos após 1994. ''Hoje não se produz o saldo devedor de antigamente, quando existia uma inflação galopante. A forma de amortização também não é mais pela Price mas pelo sistema Sacre'', afirma Souza.
Tanto é que dos cerca de 17.800 contratos da Caixa na região de Londrina, assinados após 1994, somente 839 estão inadimplentes, informa Souza, mas não por estarem em desequilíbrio financeiro. Com três parcelas em atraso, a Caixa executa o mutuário e em 180 dias o imóvel vai a leilão. ''Em 12 meses damos oportunidade para outras pessoas estarem adquirindo este imóvel'', afirma o gerente.
Entre os contratos passíveis de serem renegociados pela Emgea, Souza destaca alguns condomínios como o Santa Rita IV, que tem 167 contratos nesta condição: o residencial Ouro Verde tem 148 contratos e o Residencial Metropolitan Plaza tem 106 contratos entre tantos 112 residenciais.
Por outro lado, o presidente da Associação Nacional dos Mutuários do Paraná, Luiz Alberto Copetti, informa que os contratos de financiamentos da casa própria, na sua grande maioria, estão atrelados ao plano de equivalência salarial. Com o passar dos anos os reajustes das prestações por índices superiores aos ganhos salariais acabam em desequilíbrio, passando a alcançar índices altíssimos, corroendo assim o orçamento a ponto do mutuário não poder mais pagar as mensalidades. ''O saldo devedor é calculado pela TR e a prestação pelo salário. Sem contar ainda que existem os contratos assinados pela tabela Price, que capitaliza juros'', afirma. (V.B.)





