Inflação foi de 0,38% em agosto, segundo o Dieese
Agência Folha
De São Paulo
O ICV (Indice do Custo de Vida) do município de São Paulo apresentou alta de 0,38% em agosto. Calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a alta do ICV ficou 0,81 ponto percentual inferior ao índice de julho, de 1,19%.
Os preços públicos, ou de serviços controlados pelo governo, foram, pelo terceiro mês consecutivo, o fator de pressão para a alta do índice em agosto. As maiores pressões vieram dos grupos saúde (1,24%) e transporte (1,11%). Enquanto as maiores quedas foram apresentadas pelo grupo vestuário (-2,56%) e despesas pessoais (-0,23%). De janeiro a agosto de 99, a inflação aumentou 5,89%. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 5,80%.
Os preços das tarifas públicas ou serviços controlados pelo governo, segundo a coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira Porto, responderam por 0,30 ponto percentual da inflação total de agosto. O preço dos medicamentos e produtos farmacêuticos, que subiu em média 2,01%, pressionou o ICV com 0,06 ponto percentual. De acordo com Cornélia, se não fossem os preços públicos, os remédios e alguns outros aumentos como transporte (1,11%), alimentação (0,50%) e habitação (0,42%), o ICV teria fechado agosto com uma taxa negativa. A taxa de inflação em São Paulo medida pelo ICV teve maior peso para as famílias de menor poder aquisitivo, com renda média de R$ 377,49. Aí, a inflação foi de 0,49%.
Para as famílias incluídas no segundo estrato, com rendimento médio de R$ 937,17, a inflação foi de 0,47%, enquanto para os mais ricos, com renda média de R$ 2.792,90, o custo de vida aumentou 0,31%. De acordo com a coordenadora do ICV, as famílias de menor renda foram as que mais sentiram os aumentos, já que os grupos que mais subiram alimentação, transporte, habitação e saúde contribuíram com 0,67 ponto percentual no cálculo do índice dessa faixa. O único benefício dessas famílias veio do grupo vestuário, que teve uma contribuição negativa no índice de 0,17 ponto percentual.
Já as famílias de maior poder aquisitivo foram as menos afetadas pelos aumentos de preços nos grupos alimentação, transporte, habitação e saúde, que contribuíram com 0,47 ponto percentual no cálculo do índice. A principal diferença em relação ao primeiro estrato está na alimentação, que teve impacto de 0,21 ponto percentual no índice das famílias mais pobres e influência de apenas 0,09 ponto percentual na inflação das famílias mais ricas.





