Inflação fica em 0,76% em setembro
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quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Agência Folha 
São Paulo O cenário inflacionário mudou nas últimas semanas. A forte desvalorização do real, a quebra das safras agrícolas nos principais países produtores como Estados Unidos e Canadá e a elevação dos preços dos alimentos, tanto no mercado interno como no externo, imprimiram novo ritmo à taxa.
A soma desses fatores fez com que a inflação do mês passado no município de São Paulo contrariasse a tendência dos últimos anos, quando a taxa de setembro sempre ficava bem abaixo da de agosto.
Essa mudança de cenário fez com que o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), Heron do Carmo, reavaliasse a previsão de inflação para este ano.
A Fipe, que trabalhava com a previsão de 4,5% para 2002, mudou as estimativas para 5,5%.
A Fipe refez a previsão porque Heron prevê novos reajustes de preços para os combustíveis e para o gás de cozinha após as eleições. Os reajustes desses dois itens podem ser ainda mais elevados se os Estados Unidos atacarem o Iraque.
Heron acredita que os reajustes nos preços dos combustíveis e do gás virão aos poucos. Quando a Petrobras terminar o repasse dos 30% estimados de defasagem, a inflação estará 0,9% mais elevada só por conta desses itens.
Setembro A inflação do mês passado, prevista inicialmente em 0,30% pela Fipe, foi de 0,76%. Em agosto, os preços tinham subido 1,01%. Em 2001, a inflação recuou de 1,15% em agosto para 0,32% no mês seguinte.


