Inflação fica dentro das previsões dos analistas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de novembro de 2007
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro- A inflação medida pelo IPC-S de até 7 de novembro subiu 0,17%, em comparação com a elevação de 0,13% apurada no indicador anterior, de até 31 de outubro. O resultado, divulgado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,10% e 0,25%; e acima da mediana das expectativas (0,16%).
A principal contribuição para a aceleração do indicador partiu do aumento mais forte de preços no grupo Alimentação (de 0,25% para 0,39%), na passagem do IPC-S de até 31 de outubro para o índice de até 7 de novembro. os três aumentos de preços mais significativos foram os de batata-inglesa (20,83%); feijão carioquinha (17,23%); e maçã nacional (15,95%). Mas houve deflação no preço do em leite tipo longa vida (-14,06%).
Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, quatro apresentaram aumento mais intenso de preços, ou taxas negativas mais fracas, no período. Além de Alimentação é o caso de Habitação (de -0,05% para -0,04%); Transportes (de -0,19% para -0,12%); e Despesas Diversas (de 0,04% para 0,07%). Também houve deflação em tarifa de eletricidade residencial (-1,27%); e açúcar refinado (-6,96%).
Outros dois grupos apresentaram desaceleração de preços, no mesmo período, como Vestuário (de 1,30% para 1,12%); e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,25% para 0,23%). Já o grupo Educação, Leitura e Recreação permaneceu com a mesma taxa de elevação, no período (de 0,13%).


