Inflação entre idosos sobe 5,48% em 2013
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Idiana Tomazelli<br>Agência Estado 
Rio - A inflação percebida pelos idosos encerrou o quarto trimestre de 2013 com alta de 2,10%, bem acima da taxa de 0,19% apurada no terceiro trimestre. É o que mostrou o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) anunciado ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador mede a inflação percebida pela população idosa. Em 2013, o IPC-3i subiu 5,48%. Em 12 meses, a inflação da terceira idade ficou abaixo da média da dos consumidores, que avançou 5,63%.
Já o resultado do IPC-3i no último trimestre ficou acima, no mesmo período, do Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), que mede a inflação em todas as faixas etárias. A inflação medida pelo IPC-BR subiu 1,94% de outubro a dezembro.
A principal contribuição para a aceleração partiu do grupo Alimentação, cuja taxa passou de -1,79% para 3,56%, com destaque para hortaliças e legumes (-33,25% para +12,77%). Contribuíram também os grupos: Transportes (-0,51% para 1,95%), Habitação (1,04% para 1,75%), Educação, Leitura e Recreação (0,89% para 2,51%), Vestuário (0,40% para 2,31%), Comunicação (0,17% para 0,91%), Despesas Diversas (0,53% para 1,61%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,19% para 1,49%).
A gasolina teve alta de 3,78%, contra queda de 0,08% no trimestre anterior.
O IPC-3i representa o cenário de preços sentido em famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.
Energia
A queda nos preços da tarifa de energia elétrica foi o principal fator de influência para que a inflação entre idosos (IPC-3i) de 2013 fosse menor do que a inflação medida entre consumidores de todas as faixas etárias.
De acordo com o economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas (FGV), o peso desse gasto é maior no orçamento dos idosos. "Eles não saem para trabalhar. Por isso, a despesa com tarifa elétrica é maior." A FGV considera que 3% da renda dos consumidores da terceira idade é destinada à conta de luz, enquanto no índice geral esse peso é de 2,5%.
Na contramão, a alta de 8,08% do plano de seguro-saúde (que compromete 8% do orçamento dos idosos) impediu um alívio mais intenso dos gastos. O aluguel, que subiu 9,25% no ano e tem um peso maior do que para os mais jovens, também foi um impacto importante, ressaltou Braz.
No último trimestre do ano, as variações climáticas típicas de verão provocaram alta nos alimentos in natura, enquanto o câmbio ainda impactou o trigo e seus derivados em outubro e no início de novembro. Com isso, a inflação dos idosos acelerou a 2,10% no quarto trimestre, contra 0,19% nos três meses anteriores.



