Curitiba - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias formadas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, subiu menos do que o Índice de Preços ao Consumidor para o total do País (IPC-BR), no resultado acumulado dos últimos 12 meses. Enquanto o IPC-BR subiu nos últimos 12 meses 6,55%, o IPC-3i acumulou alta de 6,42%, resultado 0,13 ponto percentual menor. Na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2014, a taxa do IPC-3i caiu 0,60 ponto percentual, caindo de 2,30% para 1,70%. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas.
O coordenador do curso de Economia da Universidade Positivo, Lucas Dezordi, explicou que a população idosa está sofrendo um pouco menos com a inflação. ‘’Os jovens gastam muito com habitação, educação e serviços. O idoso gasta menos com habitação e educação e mais com alimentação e transporte, que são os itens que caíram’’, disse.
O economista esclareceu que cada índice de inflação calcula a média ponderada de acordo com o grupo que é objeto da pesquisa. Além disso, segundo ele, a inflação tende a ser um pouco menor para os idosos porque eles acabam tendo mais tempo para pesquisar preços e planejar viagens e, com isso, conseguem economizar nos gastos.
Quatro das oito classes de despesa componentes do IPC-3i registraram queda em suas taxas de variação do primeiro para o segundo trimestre do ano. A principal contribuição partiu do grupo alimentação, cuja taxa passou de 4,31% para 1,31%. O item que mais influenciou o comportamento desse grupo de despesa foi hortaliças e legumes, que variou -7,70%, no segundo trimestre, ante 30,42%, no anterior.
Também contribuíram para a queda do IPC-3i, do primeiro para o segundo trimestre do ano, os grupos educação, leitura e recreação (3,69% para 0,11%); transportes (1,59% para 0,76%); e despesas diversas (3,60% para 2,46%). Houve queda também nas passagens aéreas (16,95% para -22,58%), automóvel novo (2,34% para 0,84%) e cigarros (8,05% para -0,05%).
No entanto, três classes de despesa apresentaram acréscimo nas taxas de variação: saúde e cuidados pessoais (1,37% para 2,73%); vestuário (0,71% para 1,92%); e habitação (2,13% para 2,16%). Segundo Dezordi, o grupo de saúde e cuidados pessoais é um item que pesa para os idosos mas, como houve queda em outros grupos, o IPC-3i acabou ficando um pouco abaixo do IPC-BR.
Já o grupo comunicação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, 0,19%. As principais influências foram tarifa de telefonia residencial (-0,51% para -0,10%) e pacotes de telefonia fixa e internet (1,52% para 0,54%).
Segundo dados do Ibre, na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2014, a taxa do IPC-3i caiu 0,60 ponto percentual, passando de 2,30% para 1,70%. Apesar da queda, a inflação para os consumidores da terceira idade foi maior no segundo trimestre deste ano, quando comparada com o IPC-BR, que fechou o período abril, maio e junho com alta acumulada de 1,64%. (Com agências)

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