Inflação encerra julho em 0,16%
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sexta-feira, 05 de agosto de 2011
Thais Leitão <br> Agência Brasil 
Rio de Janeiro - A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o julho em 0,16%. O resultado ficou praticamente estável em relação ao mês anterior, quando a taxa foi 0,15%, mas supera o de julho de 2010 (0,01%). O dado foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No acumulado do ano, o IPCA chega a 4,04% e no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação está em 6,87%. Esse resultado supera o limite da meta fixada pelo governo para este ano, que tem como centro 4,5% e limite superior de 6,5%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as famílias com renda até seis salários mínimos, ficou estável em julho. A taxa é inferior à registrada em junho, que havia sido 0,22%. O INPC acumula inflação de 3,70% no ano e de 6,87% nos últimos 12 meses.
Combustíveis
De acordo com a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, em julho, a taxa foi pressionada, principalmente, pela alta nos combustíveis, cujos preços subiram, em média, 0,47% no mês, depois de caírem 4,25% em junho. O litro da gasolina, que havia registrado queda de 3,94% um mês antes, teve alta de 0,15% no período.
''Em julho a maioria dos grupos apresentou resultado inferior ao observado em junho. A pressão veio basicamente dos combustíveis, que vinham durante dois meses apresentando resultados negativos, e voltaram a pressionar a inflação, especialmente por causa do etanol, que por sua vez pressiona os preços da gasolina'', destacou Eulina.
''Esse é um dos itens mais importantes no orçamento das famílias. Qualquer movimento nele mexe no bolso do consumidor e nos índices de inflação'', explicou, acrescentando que somente este ano a gasolina acumula alta de 6,30%, superior à elevação registrada durante todo o ano passado (1,67%). O etanol subiu, de janeiro a julho, 10,19%.


