No mês de março a inflação em Curitiba e Região Metropolitana teve uma alta de 0,89%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), verificado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostrou que o crescimento em março foi menor que em fevereiro, quando taxa ficou em 1,50%. A inflação acumulada em 99, com o percentual de 0,45% de janeiro, é de 2,84%.
Assim como em janeiro e fevereiro, o setor de alimentos e bebidas foi o grande responsável pelo crescimento. Com variação de 2,24%, esse grupo de despesas foi o que mais influenciou no índice geral. Quase metade da inflação de março se deve a variações de preços das despesas com alimentação, com destaque para os produtos industrializados.
Entre os produtos que mais subiram está o ovo de galinha, com uma variação positiva de 14,54%, seguido pelo macarrão com ovos, com 13,76%, e o refrigerante com 6,44%. As maiores reduções foram da batata-inglesa, com -0,34%, da maçã, com -9,80%, do tomate, com -9,56%, e do feijão, com -5,51%.
Na avaliação de Paulo Mello Garcias, além do crescimento menor, os índices do Ipardes mostram que está havendo um processo natural de movimentação de preços. Dos 329 produtos pesquisados, 220 aumentaram de preço, 88 tiveram queda e 21 se mantiveram estáveis. De acordo com Garcias, passado o susto da crise econômica em fevereiro, a maioria dos preços começou entrar em queda em março.
A expectativa do Ipardes para os próximos meses é de uma redução ainda maior no IPC. Mello Garcias explicou que a inflação deve seguir a tendência da queda do dólar e das taxas de juros. Com os números dos três primeiros meses, Paulo Garcias acredita que a inflação este ano deve ficar entre 10 e 12%. A estimativa de Garcias leva em consideração uma média de crescimento de 0,9% ao mês.
O IPC de Curitiba e Região é calculado para o período de um mês, abrangendo a faixa de renda familiar situada entre 1 e 40 salários mínimos. A metodologia de coleta de dados e do cálculo do índice é a mesma utilizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de São Paulo.Arquivo FolhaO vilãoO ovo de galinha foi o produto com maior alta no mês, subindo 14,54%Giovani Ferreira

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