Curitiba Vestuário, gasolina e transporte municipal foram os vilões da inflação em Curitiba, no mês de julho. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Curitiba apresentou variação de 0,29% no mês de julho, quando no mesmo período a média nacional foi de 0,20%.
Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias de um a oito salários mínimos foi de 0,19% em Curitiba, em julho, também acima da média nacional que foi de 0,04%. Curitiba é uma das nove capitais pesquisadas pelo IBGE.
Na média nacional, o item vestuário teve variação de 0,36% em julho, quando em Curitiba a variação foi de 1,13%. O ônibus municipal aumentou 6,70% em Curitiba, quando na média nacional aumentou 1,01%. E a gasolina aumentou 0,98% em Curitiba, quando na média do restante do País esse item apresentou deflação de 2,74%. Coincidentemente, nesse período o Ministério Público intensificou a fiscalização sobre adulteração de combustíveis e sonegação fiscal nos postos de combustíveis, situação que resultou no aumento de preços.
O IPCA de julho teve variação superior ao resultado de junho, que apresentou deflação de 0,15% na média do País. A deflação em Curitiba no mês de junho foi de 0,26%. Com o resultado de julho, o IPCA acumulou 6,85% no ano, acima do percentual de 4,17% relativo a igual período de 2002. Em Curitiba, o acumulado do ano é de 5,58%. Nos últimos 12 meses, o índice nacional é de 15,43%, que já sinaliza uma queda em comparação com o resultado dos doze meses imediatamente anteriores (16,57%).
O IPCA de julho foi pressionado principalmente pelos aumentos das tarifas de telefone e energia, que juntos responderam pelo impacto de 0,36% no índice. A conta de telefone fixo, que ficou em média 9,03% mais cara com o reajuste ocorrido em todas as regiões, teve a maior contribuição individual no índice (0,27 %). A energia elétrica, cujo aumento médio foi de 2,06% nas onze regiões, contribuiu com 0,09 % e refletiu, sobretudo, o reajuste ocorrido em São Paulo.
Nos alimentos, o IBGE constatou uma queda mais significativa. A variação do produto passou de 0,34 em junho para uma deflação de 0,67% em julho. A maioria dos produtos apresentou variação negativa, incluindo o arroz, que da alta de 6,20% de junho passou para -0,15%. Itens importantes como pão francês (-2,59%) e óleo de soja (-1,89%) também apresentaram preços em queda, mas as maiores variações negativas foram da batata-inglesa, cebola, feijão carioca, tomate e açúcar cristal. Entre os produtos que tiveram alta de um mês para o outro, o principal destaque foi a cerveja, refrigerantes, carnes e ovos.

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