Curitiba teve uma inflação de 0,89% no mês passado em relação a dezembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O grupo que mais influenciou o preço geral dos produtos foi o de despesas pessoais com alta de 2,3%. A segunda maior alta ocorreu nos produtos e serviços de saúde e cuidados pessoais, que teve variação positiva de 1,2%.
A inflação de janeiro acabou por surpreender os economistas do Ipardes que esperavam um índice mais baixo, conforme previsão feita em dezembro. Mas para este mês, volta o otimismo de ter uma redução no custo de vida. O economista do Ipardes, Gino Schlessinger, afirmou que fevereiro deve ser 50% menor.
Se os índices se mantiverem no patamar de janeiro, a inflação anual ficaria em torno de 11%, extrapolando qualquer previsão feita. ‘‘A expectativa é de baixa no índice durante o ano para que se confirme a inflação prevista pelo governo federal de 4%’’, afirmou o diretor do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes, Arion Foerster.
O cálculo do Ipardes para medir a inflação na capital paranaense toma como base o custo de vida para famílias que tenham renda que varia de um a 40 salários mínimos, ou seja de R$ 151,00 a R$ 6,4 mil mensais. Os pesquisadores verificam o preço de produtos e serviços a cada semana em 1,7 mil estabelecimentos comerciais e 400 domicílios. A pesquisa permite ter um diagnóstico da variação quadrissemanal (índice registrado nos 30 dias anteriores com base na semana de referência). A quarta semana de cada mês mostra a variação da inflação mensal.
Um dos segmentos que se destacou em janeiro foi o bebidas e alimentos que fechou em alta de 0,95%. Houve uma quebra na estabilidade registrada em dezembro. Os artigos de residência fecharam o mês 0,8% mais caros em média. O segmento de transporte teve alta de 0,4%, inferior a dezembro, quando ficou 2% mais caro. A alta das tarifas de água e esgoto contribuiu com 0,18% na variação da inflação.

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