Os preços dos produtos para famílias que recebem entre um e 40 salários mínimos teve um aumento médio de 0,42% no mês de janeiro, em Curitiba. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi divulgado ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que após quatro anos de interrupção, mudou a metodologia e retomou a pesquisa para medir a inflação na capital paranaense. O índice passará a ser divulgado todo o primeiro dia útil de cada mês.
Os dados referentes a janeiro foram comparados com os preços praticados em dezembro. Eles mostram que o setor de transporte e comunicação foi o que mais contribuiu para a inflação curitibana, com uma variação média de 0,97%, o que representou 55,8% do índice geral.
O segundo item que teve o maior peso na inflação de janeiro foi o de saúde e cuidados pessoais, com uma variação de 0,52%. Os remédios tiveram peso no aumento final, mas foram os planos de saúde os vilões do setor.
O terceiro item que teve o maior encarecimento foi o de alimentos e bebidas, com um aumento de 0,34%. Refrigerantes (2,3%), alface (28%) e laranja (11,8%) foram os produtos que mais pesaram no bolso dos consumidores. Dentro os 15 itens que mais contribuíram para o índice geral, nove pertencem ao setor alimentício.
Já no setor de habitação, que teve um aumento de 0,12%, o gás de botijão (4,8%) impulsionou a alta, enquanto os aluguéis tiveram uma redução de 0,27%. No setor de vestuário a alta foi de 0,45%, e o que mais influenciou a variação dos preços foi o aumento das jóias com 14%.
O IPC é baseado na metodologia utilizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) de São Paulo. O resultado abrange o impacto do aumento ou redução de preços para famílias que tenham uma renda familiar situada entre um e 40 salários mínimos. Elas representam 90% das famílias brasileiras.
A coleta dos dados é quadrissemanal e é feita tomando como base 80 mil preços de 373 subitens dos setores de alimentação e bebidas, habitação, artigos de residência, vestuário, despesas pessoais, transporte e comunicação, saúde e cuidados pessoais. Ao todo são pesquisados 1.650 estabelecimentos comerciais e empresas prestadoras de serviço por mês. Os locais escolhidos pelos pesquisadores foram apontados pelos curitibanos como principais pontos de vendas na cidade.
O presidente do Ipardes, Paulo Melo Garcias, disse que para se chegar no preço médio de um produto é necessário colher o seu valor em 200 locais diferentes. ‘‘De um levantamento feito em 331 produtos pudemos verificar que 172 aumentaram de preço, 21 ficaram estáveis e 138 apresentaram queda’’, ressaltou Garcias.

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