Inflação em Curitiba é mais alta que no País
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba A inflação para as famílias mais pobres de Curitiba foi a maior do Brasil, no mês de março. O índice curitibano foi de 2,07%, enquanto que o nacional foi de 1,37%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As taxas se referem ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as famílias com renda entre 1 a 20 salários mínimos.
O que mais pesou na composição do INPC em Curitiba foi o setor de transportes, que teve variação de 2,83% no mês, por causa do aumento do valor da tarifa de ônibus. A passagem passou de R$ 1,50 para 1,70, uma alta de 13%. Outros setores também apresentaram grande variação: habitação subiu 3,57% e saúde e cuidados pessoais, 3,47%. No entanto, esses grupos não têm grande representatividade na renda das famílias. Os alimentos tiveram alta de 1,34%; artigos de residência, 1,45%; vestuário, 0,03%; despesas pessoais, 0,74%; educação, 0,18%; e comunicação, 1,01%.
A inflação para as famílias com renda entre 1 a 40 salários mínimos também foi alta em Curitiba: 1,45%, superando a média nacional, de 1,23%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), também divulgado ontem pelo IBGE. O IPCA é o índice oficial de inflação utilizado pelo governo federal.
Os grupos que mais influenciaram o IPCA em Curitiba foram os mesmos do INPC, mas com variações diferentes: transportes, 1,19%; alimentos e bebidas, 1,54%; habitação, 2,75%; saúde e cuidados pessoais, 2,90%; artigos de residência, 0,99%; vestuário, 0,04%; despesas pessoais, 0,63%; educação, 0,31%; e comunicação, 1,06%.
O IPCA de março no Brasil, de 1,23%, ficou 0,34 ponto percentual abaixo do de fevereiro, mas é bem superior ao mesmo índice registrado em março de 2002: 0,60%. No primeiro trimestre do ano, a inflação brasileira acumulada é de 5,13%, bem acima do 1,49% relativo ao primeiro trimestre do ano passado. O item que causou o maior impacto no bolso do brasileiro em março foi o de remédios, que aumentou 4,58%. Os alimentos, que historicamente apresentam redução de preço no início do ano, também pressionaram a inflação: subiram 1,66%, ante uma variação de 1,22% no mês anterior.


