Curitiba Curitiba apresentou a quarta maior variação no Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) entre as 11 capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os dias 13 de setembro e 14 de outubro. Com um índice de 1,22%, a capital paranaense fica atrás apenas de Goiânia (GO), onde a inflação foi de 1,60%, Brasília (DF), com 1,38%, e Salvador (BA), que apresentou variação de 1,33%.
O IPCA-15 nacional foi de 0,90% contra o índice de 0,62% registrado entre 14 de agosto e 12 de setembro. A menor variação foi observada em Belém e Fortaleza, onde os índices foram de 0,64% e 0,65%, respectivamente.
A alimentação é um dos itens que mais pesam na composição do IPCA-15. A variação de 2,01% no grupo alimentos e bebidas foi puxada, principalmente, foram o arroz (12,64%), óleo de soja (10,64%) e a farinha de trigo (8,34%). A variação nacional nesse mesmo grupo foi de 1,77%. Apesar dos alimentos terem continuado em alta, o resultado foi inferior aos 2,27% registrados em setembro, tendo em vista a menor intensidade do repasse do impacto do dólar sobre os preços de produtos como farinha de trigo (de 13,50% para 8,19%), macarrão (de 5,97% para 4,34%), pão francês (de 7,12% para 1,99%) e carnes (de 4,68% para 0,85%).
O economista Cid Cordeiro avalia que a alta no grupo alimentos continua sendo pressionada, mesmo que com menor intensidade, pelo aumento dos preços das comoddities agrícolas e pela desvalorização cambial, além do período de entressafra.
A alta de 14,64% no preço do álcool combustível em Curitiba foi a maior do país, que registrou em média 9,17% de reajuste. A gasolina também sofreu impacto do aumento no álcool, apresentando variação de 3,93%. Por outro lado, a pressão feita pelo governo federal junto às refinarias resultou numa queda de 5,18% no preço do gás de cozinha. A variação média entre as capitais pesquisadas foi de -3,70%.
Também tiveram aumentos significativos os setores de vestuário (1,48%), despesas pessoais (1,57%) e transporte (1,55%). Neste último, o preço das passagens aéreas, que subiu 3,94%, foi o grande responsável pela variação positiva.
Ainda de acordo com a pesquisa do IBGE, o grupo habitação apresentou uma pequena retração de -0,34%, em função da queda de 0,78% nas taxas de condomínio. O setor de comunicação também baixou 0,01%.
A inflação acumulada no ano entre todas as capitais pesquisadas ficou em 6,46% e nos últimos doze meses em 8,10%. O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento entre 1 e 40 salários-mínimos. O índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, que tem coleta de preços realizada ao longo do mês civil. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços.

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