A inflação em Curitiba medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a setembro deste ano é a maior entre as capitais brasileiras. Enquanto em Curitiba o índice acumulado é de 6,28%, a média nacional é de 4,23%. A inflação no período na cidade foi 49% maior do que a média brasileira. Os itens que mais colaboraram para o crescimento da inflação na capital paranaense foram comunicação (13,7%), educação (12,5%), transportes (12,2%), habitação (5,7%), alimentação e bebidas (5,6%).
A cesta básica avaliada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) aumentou 1,09% em outubro em relação ao mês anterior. O acumulado neste ano é de 10,34%. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de 8%.
Os produtos alimentícios que tiveram as maiores altas foram a batata (12,6%), o tomate (4,6%) e a manteiga (3,18%). A batata foi o produto que teve a maior alta do ano, chegando a um aumento de 101,6%. Em outubro do ano passado, o preço do quilo da batata era de R$ 0,69 e passou para R$ 1,25 em outubro deste ano. Segundo o coordenador do escritório regional do Dieese, Miguel Gawloski, o aumento da batata se deve a entressafra e a recuperação dos preços em relação ao ano anterior – quando houve desvalorização do produto.
A carne, que tinha previsão de aumento de preço significativo entre a entressafra – que vai de junho a outubro – não teve um acréscimo significativo de preço. Depois de uma variação negativa de 7,6%, a carne teve um aumento de 1,15% em outubro. O valor da cesta básica em Curitiba passou de R$ 111,61 em setembro para R$ 114,56 em outubro. A variação de índice na cidade foi a 12ª do País. Já o valor é o quarto maior entre as capitais brasileiras.
A expectativa para este mês é de readequação de preços e índices inflacionários abaixo de 0,5%.