Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Curitiba, no mês de agosto, sofreu variação de 0,60%. O grupo de alimentos e bebidas foi o grande vilão do aumento do custo de vida dos curitibanos. Com esse resultado, a inflação acumulada no ano é de 4,47% contra os 3,71% registrados no mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o acumulado sobe para 6,77%. O IPC registrado em julho foi de 0,52%.
De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que divulgou ontem o resultado da pesquisa, os itens que mais pesaram no aumento do IPC em agosto foram o pão francês (11,51%), a farinha de trigo (14,78%), o frango inteiro resfriado (6,59%) e o óleo de soja (8,64%). A elevação do preço desses produtos é atribuída à desvalorização cambial.
O grupo habitação foi o segundo que mais influenciou no aumento do IPC, apresentando variação de 1,19%. Os itens que mais contribuiram para esse resultado foram a tarifa de energia elétrica residencial (7,05%) e condomínio (0,86%). O economista do Ipardes, Gino Schlesinger, explicou que apesar do reajuste da energia ter sido anunciado em junho, o aumento teve maior impacto nas faturas de agosto.
A variação do IPC seria ainda maior (0,80%) não fosse a redução de 2,87% nos itens de vestuário, que ajudou puxar o índice para baixo junto com a queda no preço do botijão de gás (-8,74%) e da gasolina (-1,56%).
Schlesinger lembra que a cartelização dos postos de combustível, que reajustaram o preço da gasolina em 5%, aconteceu somente na última semana de agosto. Por isso, o item ainda apresentou redução no mês. ''Em setembro a gasolina será um dos únicos itens a pressionar a inflação'', alertou. O Ipardes calcula que o residual do aumento promovido no mês passado represente uma contribuição de 0,08% na variação do IPC de setembro.
A expectativa dos técnicos do Ipardes é que a variação nos preços dos alimentos e bebidas, este mês, seja menor, uma vez que o setor, de certa forma, já absorveu os efeitos da alta do dólar. O aumento dos preços dos hortigranjeiros, por conta dos prejuízos com a geada, segundo Schlesinger, não deve pressionar a inflação. Os produtos in natura, explicou o técnico, representam apenas 1,85% dos itens de alimentação pesquisados.

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