Carmem Murara
O Índice de Preço ao Consumidor (IPC) - indicador calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para medir a inflação - foi de 0,72% no mês de maio, o que representa uma redução de 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior. A queda foi impulsionada pela variação negativa do álcool combustível, que ficou 14,5% mais barato em razão da superoferta do produto no mercado. Com os números de maio, a inflação acumulada no ano, em Curitiba, é de 4,5%.
A pesquisa do Ipardes apontou que os componentes do setor de Transporte e Comunicação foram os que mais aumentaram, apresentando uma variação positiva de 1,4%. Entre os itens estão a tarifa de ônibus urbano com alta de 10,7% e o carro zero quilômetro que ficou 6,1% mais caro.
O segundo grupo que mais influenciou a inflação foi o de Saúde e Cuidados Especiais com variação de 2,2%, sendo que somente os planos de saúde tiveram aumento médio de 10,9%. Os medicamentos ficaram 3,1% mais caros.
As roupas também engrossam a lista dos produtos que contribuíram para a inflação. O preço delas aumentou em média 2,6%, revelando que ainda há um reflexo da entrada do inverno, que provoca um encarecimento no vestuário. Mas o aumento foi menor em maio do que em abril, quando as roupas ficaram 5,7% mais caras. Camisetas e roupas infantis tiveram um aumento que variou entre 16% e 18%.
Entre os alimentos que mais subiram de preço estão o pimentão com 66,7%, pepino com 34,9%, tomate 33,8%, repolho com 20,1% e roupas infantis com 18,3%. As principais quedas de preços foram na tangerina com 42,6%, laranja pêra com 20,6%, mamão com 20,4%, álcool combustível com 14,5%, seguro voluntário para carro com 6,2% e refrigerante com 3,3%.
A inflação na capital paranaense é calculada a cada semana entre as famílias que estejam dentro de uma faixa salarial de um e 40 salários mínimos. Em maio foram pesquisados 344 itens, sendo que 182 tiveram aumento de preço e 140 ficaram mais baratos. Os 22 itens restantes permaneceram estáveis.

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