Inflação em 2015 sobe para 8,79% na Focus
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
Célia Froufe<br> Agência Estado 
Brasília - Depois do resultado surpreendente do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio acima das estimativas, analistas consultados pelo Banco Central para o Relatório de Mercado Focus elevaram suas previsões para o indicador em praticamente todos os prazos. Pela nova rodada consecutiva, a estimativa para o índice deste ano avançou de 8,46% da semana anterior para 8,79% agora. Há um mês, essa projeção estava em 8,31%.
As expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente também foram ampliadas e passaram de 5,95% para 6,10%. Há quatro semanas, estavam em 5,93%. Para junho, as medianas das previsões passou de 0,40% para 0,55%. Há um mês estava em 0,32%. Já para julho, a estimativa apresentada na Focus passou de 0,32% para 0,35% de uma semana para outra - ante 0,27% de quatro edições atrás.
Para o fim de 2016, a mediana das projeções para o IPCA se mantém inalterada há quatro semanas consecutivas em 5,50%. Com a atualização do Top 5, grupo dos economistas que mais acertam as estimativas, houve elevação nas previsões para o IPCA deste ano de 8,88% para 8,90%. A mediana, entretanto, está menor do que a aguardada há um mês, de 9,02%. A única baixa vista para o IPCA foi no caso do Top 5 para 2016: a mediana das estimativas passou de 6,00% para 5,21%. Quatro edições atrás, já estava em 6,00%.
O Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 deve ter retração de 1,35%, segundo mediana das estimativas do Relatório de Mercado Focus. Na semana passada, a estimativa era de uma queda de 1,30% e, há quatro semanas, de 1,20%. Para 2016, a mediana das projeções, que se mantinha em crescimento do PIB de 1% por oito semanas seguidas, agora caiu para 0,90%.
Após o mergulho das previsões para a produção industrial da semana passada no boletim Focus, o mercado financeiro manteve a estimativa de queda de 3,20% para a produção industrial de 2015. Quatro edições da pesquisa Focus atrás, a mediana das previsões para o setor fabril era de uma retração de 2,80%. Já para 2016, subiram na pesquisa as apostas de expansão para a indústria, passando de 1,50% - patamar em que se encontrava há nove semanas consecutivas - para 1,60% agora.
Os analistas esperam que a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB encerre 2015 em 37,95%, mesmo patamar de quatro edições atrás do boletim Focus. Na semana passada, a mediana estava em 37,90%. Para 2016, as expectativas não foram mexidas e ficaram em 38,50% pela quinta edição consecutiva.
Mesmo com a manutenção do ritmo de alta da Selic em 0,50 ponto porcentual pelo Copom e a divulgação da ata considerada conservadora na quinta-feira, 11, o mercado financeiro manteve suas estimativas para quase todas as variáveis que englobam a Selic no relatório do BC. Foi mantida, por exemplo, a mediana com a expectativa de que a taxa básica de juros avançará para 14,00% ao ano no final deste ano. Há um mês, a estimativa observada no boletim era de que a Selic encerrasse 2015 em 13,50% ao ano. A taxa média para 2015 ficou inalterada em 13,50% ao ano. Quatro semanas antes, essa taxa média estava em 13,22% ao ano.
No caso do fim de 2016, a mediana das projeções permaneceu em 12,00% ao ano pela terceira semana. Há quatro edições do boletim Focus, estava em 11,75% ao ano. Já a previsão para a Selic média do ano que vem subiu bastante, passando de 12,31% para 12,83% ao ano, o que embute a informação de que houve alguma alteração para cima nas projeções que ainda não foi detectada pela mediana.
Entre os economistas que mais acertam as projeções para o rumo da taxa básica de juros, o Top 5 no médio prazo, não houve mudanças: a Selic vai encerrar 2016 em 11,50% ao ano, de acordo com eles. Para 2015, a previsão de que a Selic encerrará em 13,75% ao ano foi mantida.


