Brasília - Próximo da divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, o Relatório de Mercado Focus revelou que as projeções para o indicador voltaram a subir levemente esta semana. Para o final deste ano, a mediana das estimativas passou de 6,31% para 6,32% ante variação de 6,29% de um mês atrás. No caso de 2015, no entanto, a taxa permaneceu em 6,30% de uma semana para outra - um mês atrás, estava em 6,29%.
A previsão suavizada para o IPCA para os 12 meses à frente subiu de 6,33% para 6,38% e se distanciou ainda mais da mediana de 6,24% registrada quatro semanas atrás. Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA foi mantida tanto para 2014 (6,31%) quanto para 2015 (6,40%). Um mês atrás, a mediana das previsões para o IPCA eram, respectivamente, de 6,28% e 6,40%.
Para o curto prazo, a mediana das estimativas para o IPCA de setembro passou de 0,43% para 0,44% - quatro semanas antes estava em 0,40%. No caso de outubro, o ponto central da pesquisa seguiu em 0,50% ante variação de 0,49% de quatro semanas antes.

SELIC
O mercado financeiro prevê que o próximo governo terá de elevar a Selic mais cedo do que se imaginava até a semana passada. A perspectiva dos economistas consultados pelo Banco Central no relatório de mercado Focus é de que a taxa terá de passar dos atuais 11,00% ao ano para 11,50% já em março de 2015.
Até o levantamento anterior, esse patamar só seria alcançado em setembro, com a primeira elevação promovida em julho (11,25%) e ampliada em mais 0,25 ponto porcentual na reunião seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom). Pelo novo cenário, a Selic avançará para 11,75% já no encontro de abril do ano que vem. Para junho, que é quando a diretoria do BC voltará a se reunir para definir o rumo da taxa básica, há uma divisão entre os participantes do levantamento, já que a taxa apontada é de 11,88%.
Como o Copom apenas promove alterações de magnitudes múltiplas de 0,25 ponto porcentual a cada vez, essa mediana revela que uma parte dos entrevistados prevê estabilidade nesse mês, enquanto outra parte aposta numa nova elevação, para 12,00% ao ano.
De qualquer forma, é certo entre os analistas consultados pela Focus que a Selic chegará a seu auge de 12,00% em julho do ano que vem. Esse nível, pela pesquisa, deverá ser mantido no mês de setembro. A partir daí é aguardada uma baixa dos juros, que devem ficar em 11,75% em outubro. Já para novembro, é esperado um novo soluço da taxa (11,88%).
A Focus mostra ainda que o quadro dos analistas é de que em janeiro de 2016 estará em 11,75% e cairá para 11,25% ao ano na reunião do Copom de fevereiro. Em março do mesmo ano, último prazo disponível no site do Banco Central, a Selic voltaria para o patamar atual, de 11,00% ao ano, segundo a pesquisa.

Imagem ilustrativa da imagem Inflação em 2014 sobe para 6,32% na pesquisa Focus
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