Inflação em 2000 foi de 6,2% em Curitiba
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
A inflação registrada em Curitiba no ano passado foi de 6,2%, conforme divulgou ontem o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O índice acumulado ficou abaixo do custo de vida de 1999, quando os preços apresentaram alta de 9,5%. Os produtos e serviços que mais encareceram foram alimentos, transporte e comunicação. Somente em dezembro, a inflação foi de 0,8%.
O grupo de transporte e comunicação foi o que mais pesou no cálculo da inflação do último mês do ano, com aumento de quase 2%. Os aumentos no preço da gasolina, álcool, carros de passeio pesaram no bolso. Corrida de táxi também ficou 11,6% mais cara.
O aumento da gasolina, ocorrido em novembro, não foi totalmente captado na pesquisa. O aumento repercutiu em dezembro, afirmou o diretor do Centro de Estatísticas do Ipardes, Arion Foerster.
A pesquisa demonstrou que dos 335 produtos e serviços pesquisados, 173 tiveram aumento e 138 registraram queda no preço. O restante manteve-se estável. O levantamento foi feito entre famílias curitibanas que tenham renda de um a 40 salários mínimos.
O segundo item que pesou no bolso dos curitibanos foi habitação. A variação positiva foi de 1,2%. Ela foi influenciada pelo reajuste das tarifas de água e esgoto, principalmente. Saúde e cuidados pessoais ficaram 1% mais caros, em média. Em compensação, o item medicamentos e vitaminas aumentou 10%. Entre os grupos que apresentaram queda estão alimentos e bebidas variação negativa de 0,04%, e artigos de residência com queda de 0,14%.
O diretor do Ipardes afirmou que a inflação para este ano deverá ficar abaixo do registrado em 2000. Em janeiro, a variação tende a ficar próxima da verificada em dezembro, mas depois deve ocorrer queda, disse Arion Foerster. A meta de inflação estabelecida pelo governo federal em conjunto com o Fundo Monetário Internacional (FMI) é de inflação menor para 2001.


