Inflação é maior para famílias pobres
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de abril de 1998
Agência Estado 
O custo de vida na cidade de São Paulo subiu em média 0,20% em março, segundo a pesquisa do Índice do Custo de Vida (ICV), do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Em fevereiro, havia subido 0,28%. A alta foi maior para as famílias mais pobres, com renda mensal de R$ 377,49. A inflação para essa parcela de consumidores ficou em 0,27% em março.
O custo de vida subiu mais para quem ganha menos porque a comida ficou em média 1,09% mais cara, e as despesas com alimentação pesam mais no orçamento dos consumidores dessa faixa de renda. Para os que ganham em média R$ 2.792,70, o maior estrato de renda pesquisado pelo Dieese, a inflação ficou em 0,19%.
A comida ficou mais cara por causa dos reajsutes dos preços dos alimentos in natura e semi-elaborados. Esses produtos ficaram em média 2,4% mais caros. Tarifa de gás mais cara também ajudou a pressionar o custo de vida em São Paulo. O gás de botijão passou a custar 5,12% mais. Essa despesa, mais o aumento de 3,36% dos salários domésitcos, elevou os gastos com habitação em 0,45%.
O consumidor gastou mais também com saúde. Os serviços médicos e os remédios ficaram em média 0,21% mais caros. Os itens que ajudaram a segurar a inflação foram vestuário (-1,60%) e transportes (-0,67%). As despesas com transportes diminuíram por causa do recuo de 1,64% no custo dos combustíveis e da queda de 4,81% nas despesas com serviço de lavagem de veículos.


