Inflação e dívida elevam dólar
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quarta-feira, 13 de novembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo A sequência de quedas da cotação do dólar comercial terminou ontem, com a moeda norte-americana subindo 2,79%, para terminar o dia cotada a R$ 3,605 na compra e a R$ 3,610 na venda. A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) caiu 1,67%.
Os dados divulgados ontem sobre a inflação, que alimentaram apostas em um choque de juros, e a rolagem insatisfatória de uma dívida cambial que vence amanhã foram os fatores que justificam a alta.
O IBGE informou que o IPCA, usado pelo governo como parâmetro para as metas inflacionárias, avançou 1,31% em outubro. O IGP-DI, da FGV, apontou inflação de 4,21% em outubro, a maior desde fevereiro de 1999. Com esses índices, cresceu a aposta de que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) venha a aumentar a taxa básica de juros em sua reunião na próxima semana para inibir o consumo e conter a inflação. Hoje, os juros são de 21% ao ano.
O dólar já abriu em alta ontem pela manhã e intensificou o movimento depois que o Banco Central não aceitou pagar as altas taxas cobradas pelos investidores para alongar uma dívida cambial que vence amanhã. Com isso, ontem foram renovados apenas mais US$ 174,8 milhões do vencimento de US$ 1,9 bilhão, completando a rolagem de 58,5%.
Bolsa O Ibovespa (que reúne as 56 ações mais negociadas) encerrou aos 9.720 pontos, mas chegou a registrar uma mínima de 9.647 pontos, uma queda de 2,40%. Em nenhum momento do dia, a Bolsa paulista subiu.
O volume de negócios somou R$ 493,046 milhões, inflado em R$ 4,3 milhões referentes ao leilão de oferta pública para fechamento de capital da Companhia Paraibuna de Metais. O valor ficou abaixo da média diária do ano (R$ 558 milhões).


