Inflação do mês em SP deve ser negativa
São Paulo poderá ter variação negativa de preços em fevereiro, indica a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP. Na primeira quadrissemana do mês, 30 dias terminados dia 7 em comparação com o período anterior, o custo de vida teve alta de 0,09%. Se os preços dos alimentos continuarem subindo num ritmo menor do que o de janeiro, esse percentual poderá recuar e chegar a menos de zero até o fim do mês, prevê o economista Heron do Carmo, coordenador da pesquisa.
A inflação em janeiro havia ficado em 0,24% e desde então vem mantendo uma tendência de queda, porque os preços da comida estão subindo mais devagar, especialmente dos produtos in natura e da alimentação fora de casa.
O resultado de fevereiro vai depender basicamente da trajetória da alimentação, avalia Heron do Carmo. Queda de preços em dois grupos importantes na composição do custo de vida - habitação e vestuário - também deverá ajudar a derrubar a inflação este mês. O consumidor gastou com habitação, na primeira quadrissemana, 0,14% menos do que no período anterior e as roupas ficaram 3,1% mais baratas, no período.
A última deflação registrada pela Fipe foi em agosto do ano passado, quando os preços chegaram a cair 0,76%. Preços em queda, ressalva Heron do Carmo, não são sinais de recessão. O custo de vida, explica o economista, tende a manter estabilidade ao longo do ano e as variações vão ficar muito próximas de zero, seja um pouco a cima ou abaixo disso.
O governo, no entanto, alertou o economista, precisa preocupar-se mais com o desemprego. As demissões, na sua opinião, tendem a se alastrar e deverão atingir nos próximos meses especialmente as pequenas e micro empresas.
INPCA inflação em janeiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), foi de 0,85%, resultado superior ao obtido em dezembro, de 0,57%, conforme divulgou ontem em Brasília o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a taxa do INPC, que mede a variação de preços para famílias com renda mensal de famílias entre um e oito salários mínimos, nos últimos 12 meses, saiu de 4,34% para 4,38%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apura a inflação no orçamento de famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, também subiu de 0,43% em dezembro para 0,71% em janeiro.
Por grupo, o maior resultado do INPC ficou com Despesas Pessoais (1,80%), influenciado pela variação de 6,29% do item fumo. Mas as principais contribuições positivas foram as apresentadas por Alimentação e Bebidas (1,61%), que registraram a segunda maior alta do mês.





