Inflação do IGP-10 sobe 1,86%
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quinta-feira, 18 de julho de 2002
Agência Estado 
Rio - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços (IGP-10) registrou aumento de 1,86% em julho, ante 1,35% em junho, segundo divulgou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano o índice já acumula alta de 4,93% e, nos últimos 12 meses, 10,11%. O indicador foi pressionado pelo dólar, a entressafra de alguns produtos agrícolas e, especialmente, pelos preços administrados.
O Índice de Preços do Atacado (IPA, aumento de 2,57%) foi mais influenciado pelos produtos agrícolas (4,78%) do que pelos industriais (1,76%). No caso dos agrícolas, a alta do dólar provocou aumentos de preços da soja (14,61%), trigo (18,06%) e cacau (19,41%), enquanto a entressafra pressionou os preços dos ovos (16,04%) e do feijão (23,16%).
No caso dos produtos industriais, ainda no atacado, o câmbio foi responsável pelos aumentos do óleo de soja refinado (15,41%), fios e cabos de cobre (13,01%), celulose (15,15%), óleo combustível (7,55%) e óleo diesel (2,34%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC, elevação de 0,73%) sofreu influência especialmente do telefone residencial (5,31%), gás de botijão (6,37%), planos e seguros de saúde (3,03%) e passagens aéreas (4,65%). Já o Índice de Custo da Construção (INCC) registrou em julho alta de 0,60%.
Segundo o especialista em preços e hábitos de consumo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Paulo Sidney de Melo Cota, a inflação medida pelo IGP-10 de agosto registrará variação entre 1,50% e 1,60%. A coleta de preços do índice começou a ser realizada no último dia 10 e prossegue até 10 de agosto. Ele explicou que o impacto do reajuste dos preços administrados e das tarifas sobre o IPC deverá crescer no período, enquanto a pressão do dólar sobre os preços no atacado ''será um pouco menor, pois já foi bastante absorvida''.


