Curitiba - A disparada nos preços dos alimentos, em função do aumento do dólar, já reflete nos principais índices inflacionários medidos no País. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês apresentou variação de 1,31% e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve variação de 1,57%, enquanto em setembro a taxa foi de 0,83%.
Em Curitiba, a variação do IPCA foi de 1,69% em comparação com o mês de setembro, que registrou alta de 0,97%. No acumulado do ano, o IPCA já apresenta variação de 7,14%. A variação do INPC foi de 1,79% em outubro, em comparação com o mês anterior, que foi de 0,87%. Na capital, INPC totaliza 8,07% neste ano.
Os índices são medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem o custo de vida das famílias. O IPCA se refere às famílias com renda de um a 40 salários mínimos e o INPC às famílias que ganham de um a oito salários mínimos.
O IPCA ficou 0,59% acima do resultado do mês anterior, quando o de setembro foi 0,72%. O índice de outubro refletiu a alta do dólar, que chegou aos preços dos alimentos com componentes importados, como o pão e as massas. Também os derivados do que o Brasil exporta, como o óleo de soja e gorduras, foram influenciados pela valorização do câmbio.
No ano o IPCA acumula uma alta de 6,98%, que está acima do percentual de 6,22%, registrado em igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o índice medido situou-se em 8,45%. O INPC acumulou 8,06% no ano, acima da taxa de 7,25% referente ao mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o índice situou-se em 10,26%.
No mês de outubro os alimentos apresentaram aumento de 2,79%, acima do resultado de setembro que foi de 1,96%. Em razão da alta do trigo, o pão francês subiu 6,37%. Com o trigo, cresceram os preços da farinha de trigo (15,28%), macarrão (5,62%) e biscoito (2,62%). Da mesma forma, a alta da soja em grão ocasionou 10,46% de aumento nos preços do óleo de soja durante o mês de outubro. Também estão contribuindo para os índices de inflação o aumento no preço do arroz (9,03%), o frango (5,52%) e as carnes (3,32%).
Em relação aos produtos não alimentícios, a taxa de 0,88% foi superior a de setembro (0,37%).

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