São Paulo - O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getulio Vargas, Paulo Picchetti, prevê a estabilização inflacionária para os próximos meses. Para ele, em junho, a taxa deva se situar próximo de 0,30% ante 0,21%, no fechamento de maio.
''Apesar de ser uma previsão sujeita a mudanças por causa da grande volatilidade de preços dos alimentos, não deveremos ter preços tão altos quanto no começo do ano nem (resultado) tão baixo como esse de maio'', afirmou ele.
O economista disse que já se esperava o declínio no movimento dos preços, que passaram de uma alta de 0,47%, na terceira prévia de maio, para 0,21%, a menor taxa desde a segunda semana de novembro do ano passado. Segundo ele, o principal fator foram os preços dos alimentos.
Ele lembrou que, no começo do ano, houve ''um forte choque'' com a alta dos preços de hortaliças e legumes, daí ser natural que a redução em maio, depois de quatro meses. Segundo ele, daqui para a frente, a taxa não deve continuar caindo.
O economista observou que a queda de preços dos combustíveis, principalmente, pela maior oferta de álcool combustível com a entrada da safra no mercado, também ajudou a reduzir o movimento de inflação. Nesse grupo houve queda de 0,18% ante 0,11%, na terceira prévia de maio.

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