São Paulo - A meta de inflação para o próximo ano, de 6,5% com 2,5 pontos porcentuais para cima ou para baixo, deverá exigir do futuro presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, a manutenção ou até mesmo elevação da taxa básica de juros.
Esta é a avaliação do Lloyds TSB, segundo afirmou ontem o economista da instituição, Wilson Ramião. Segundo ele, não se deve esperar outra postura do futuro BC, já que a meta de inflação para o próximo ano está bem abaixo dos dois dígitos esperados por uma maioria dos analistas do mercado financeiro.
No Lloyds, segundo Ramião, acredita-se que o futuro presidente do BC deva ter se municiado, durante o período de negociação, de ampla liberdade para trabalhar.
Mesmo com a manutenção da meta de superávit fiscal de 3,75% do PIB para o próximo ano, alcançá-la exigirá um esforço muito grande da sociedade, segundo defende os economistas do Lloyds TSB.
Segundo Ramião, o ano que vem promete ser mais apertado na área fiscal porque o governo não contará com arrecadações extraordinárias como ocorreu em 2002, quando entraram para os cofres da União R$ 15,272 bilhões acima do previsto. Esta receita extraordinária foi conferida ao governo basicamente pelos fundos de pensão e pelas Medidas Provisórias 38, 66 e 75, que propiciou uma ampla renegociação das dívidas dos inadimplentes junto ao Tesouro Nacional.
Como fatores favoráveis Ramião cita a aprovação da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide), a manutenção das alíquotas de 27,5% do IR e de 9% da CSLL.

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